24/09/2017

5 coisas que aprendi com o blog


O Diário de uma Africana vai completar 4 anos de existência em novembro, e eu poderia fazer este post nessa altura,  mas decidi publicá-lo agora,  porque tem acontecido tanta coisa incrível graças ao blog (e ao instagram) que eu preciso deitar tudo cá para fora o quanto antes. Foram 4 longos anos recheados de experiência e muito aprendizado. Não me canso de dizer que ter entrado para a blogosfera foi, de longe, a melhor coisa que eu podia ter feito na vida. Teve um impacto muito grande, a todos os níveis. Abaixo listei 5 vezes em que isso aconteceu.

1- A autoestima
O blog foi um dos protagonistas da construção da minha autoestima. Com ele aprendi a sentir-me uma pessoa mais segura com aquilo que eu sou, acredito e transmito, a sentir-me útil, alguém que vale a pena. Foi um processo de autoconhecimento incrível. Parece uma coisa meio nada a ver, mas é 100% real: O Diário de uma Africana é um dos meus melhores amigos.

2 - Resiliência
Na verdade acho que sempre fui uma pessoa resiliente, mas depois do blog, sinto que esse é o meu nome do meio. Não sou a pessoa mais otimista do mundo, mas nas piores situações, em vez de me ir logo abaixo começo a pensar em como contornar o problema, por mais difícil que seja, tento começar por algum lado, e recuso-me a ceder à primeira. Foram várias as dificuldades que passei com o blog e que muitas vezes me fizeram questionar se deveria ou não desistir. Para vos dar um exemplo concreto, já há pouco mais de 1 ano e meio que não tenho computador. Então comecei a escrever e publicar os posts todos pelo telemóvel. Sim, os últimos posts do último ano foram todos feitos através do telemóvel. Este aqui, estou a escrevê-lo agora do meu telemóvel. Dá muito mais trabalho, tanto que por isso a minha frequência de posts diminuiu um pouco, mas é aquela frase: quem corre por gosto não cansa.

3-  Uma mente inquieta
Esta expressão tive que roubar das irmãs Alcântara do Tudo Orna, porque nunca me identifiquei tanto. Depois de criar o blog, fui nutrindo várias paixões para além da escrita: fotografia, comunicação e marketing digital. Sempre que posso procuro aprender mais sobre cada uma dessas áreas e aplicá-las na prática. Pretendo fazer poupanças para fazer alguns cursos e workshops que me enriqueçam ainda mais o conhecimento, mas por enquanto, aproveito todos os cursos online gratuitos, artigos e ebooks que vou encontrando. O resultado ainda vem devagar, mas cada pequena conquista é uma vitória.

4- Responsabilidade, auto-valorização e profissionalismo
Durante este período na blogosfera, surgiu a oportunidade de trabalhar com algumas marcas. Procurei sempre dar o meu máximo ao produzir um conteúdo de qualidade para todos eles e para os meus leitores, com a maior transparência e sinceridade possível. Infelizmente no meio disso também me surgiram algumas propostas um pouco absurdas que eu acredito que só continuam a existir porque há alguns bloggers que não valorizam o seu trabalho e acabam por aceitar. E, não as julgo, eu própria já caí na esparrela uma vez, lá no início, e jurei para nunca mais. É preciso alertar as pessoas para este tipo de situações, e eu ainda hei-de fazer um post sobre isso em breve.

5-  A criatividade
Não sou a pessoa mais criativa que existe, isso é uma coisa que eu ainda exercito todos os dias e que ainda preciso melhorar bastante. Mas sempre gostei de dar um toque diferente a tudo o que faço e com o blog não podia ser de outra maneira. Gosto de me desafiar a mim mesma a trazer para o blog conteúdos que geralmente não se vêm todos os blogs, e o feedback que recebo dos meus leitores é sempre tão bom que me motiva a querer fazer mais e melhor. E eu ainda pretendo fazer muito mais, e bem melhor!

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Aprendi uma infinidade de outras coisas depois de me tornar blogger, mas para já fiquem com estas 5! E vocês, bloggers? Quais a lições que vocês aprenderam tendo um blog? Contem-me nos comentários! xx

18/09/2017

Eu sou um esboço daquilo que costumava ser.


Em 2014 lancei um desafio aqui no blog intitulado 101 coisas em 1001 dias. Na altura estava super em voga e eu achei tanta piada que decidi aventurar-me também. No dia 28 de março deste ano, completei os 1001 dias. Passou tão rápido que entretanto já se passaram uns 6 meses desde do fim do desafio e só agora me dei conta, e vim fazer este post e dar o meu feedback sobre o mesmo. Confesso que com um pouco de vergonha alheia de mim mesma, porque ir remexer ao fundo do baú tem destas coisas.

Para começar, não consegui completar as 101 coisas, por vários motivos.

A grande verdade é que por muitas vezes me esqueci da lista, tanto que uma vez uma leitora me veio avisar por mensagem que eu havia completado 2.000 likes na página no Facebook e ainda não tinha riscado essa meta da lista (e na altura já tinha 3.000 até). Felizmente completei algumas metas, muitas delas super simples,  mas ainda assim era sempre um máximo ir lá riscar um ou outro item com a sensação de dever cumprido. 

E à medida que os meses iam passando, e o ano virando,  cada vez que ia verificar a lista,  fazia uma data de alterações (e vocês podem acompanhar algumas dessas alterações porque eu riscava a meta anterior e colocava a nova à frente,  como se fosse uma lista manuscrita), ou até mesmo cancelamentos. Havia sempre alguma coisa com a qual eu não me identificava mais, ou achava tão absurda que a única explicação possível para eu ter escrito aquilo era estar sobre o efeito de alguma droga (risos). Como por exemplo o facto de querer viajar para tantos lugares (Inglaterra, Brasil) em tão pouco tempo e nas condições em que me encontrava. Mas enfim, sonhar ainda é de graça, né? E se há coisa que eu sou é sonhadora, com S maiúsculo, ahah.

Sabem aquele ditado "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"? Ele é muito verdadeiro. Quando eu escrevi o post pela primeira vez tinha 16 anos, agora estou a poucos meses de completar os 20 (ainda não acredito!). E embora a diferença de anos seja relativamente pequena, eu sinto que dei um salto enorme a nível de maturidade e responsabilidade, e deixei aquela visão mais ingénua sob o mundo para trás. Os ideiais já não são totalmentes os mesmos, nem os gostos,  nem os objetivos. Cresci e amadureci. E daqui a uns meses, anos, os interesses que eu vou ter provavelmente serão bem diferentes daqueles que eu tenho hoje. Porque o ser humano é isso, uma constante evolução, somos esboços daquilo que costumávamos ser, como diz a Sabrina Claudio na música Confidently Lost (ouçam, é muito linda!). E isso , de certa forma refletiu-se na lista,  o que resultou numa experiência de autoconhecimento muito curiosa.

Ainda não sei se vou deixar a lista em aberto, se vou prolongar até uma certa data, ou privar (porque jamais teria coragem de apagar). Entretanto se vocês quiserem que eu faça um post específico sobre algum item da lista que já foi riscado, trocado por outro ou cancelado, digam—me nos comentários!

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Alguém aí acompanhou o desafio por aqui? O que acharam? E quem chegou a fazê-lo no seu respetivo blog?  Como foi? Contem-me tudo!  xx

04/08/2017

Fazendo jus ao nome do blog | Outfit


Eu juro que tentei arranjar um título melhor, mas a criatividade não deu para mais,  sorry, ahah. 


Uma das coisas que mais adoro na minha cultura (a seguir à comida, óbvio AHAHAH) é a roupa. Adoro as cores,  os padrões, os tecidos. A minha mãe tem uma coleção gigantesca (que não para de crescer) de peças e trajes africanos. Ela compra os tecidos e manda fazer lá na Guiné (terra natal dos meus pais). Já eu, nicles! Nunca tive o costume de usar peças africanas com frequência. Não sei bem porquê, se querem que vos seja sincera. Ou melhor até sei. Embora eu gostasse muito das roupas não tinha interesse em usar porque achava que não ficavam bem em mim. Mas, como eu nunca me canso e dizer neste blog, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades! E felizmente surgiu a oportunidade de trabalhar com a House of Sarah,  uma loja online original de Londres,  em Inglaterra. Foi-me enviada esta maxi saia e outros dois artigos que vos vou mostrar muito em breve num outro post. 


A House of Sarah foi criada pela Sarah, nascida em Camarões (Africa Central) e que agora vive em Londres. Depois do nascimento da filha,  a Sarah começou a pensar na ideia de criar uma marca de moda, algo que demorou um pouco para se concretizar, mas a meio de 2015 finalmente se tornou possível. 

No site da HOS vocês podem encontrar (para além desta saia que estou a usar) vários outros tipos de peças (vestidos longos/curtos, saias longas/curtas, acessórios,  entre outros), nas mais variadas cores e padrões. Vale a pena dar uma vista de olhos ao site,  é cada peça mais linda que a outra! 


A saia que eu recebi é bem longa, até mesmo para mim que sou alta,  sempre que saio com ela à rua tenho que a levantar um pouco com as mãos para não tropeçar e cair (e ainda assim tropecei, ahahah). Acho que  quando tiver paciência dou um jeitinho à parte de baixo para não ter mais essa preocupação. Fora isso, confesso que gosto bastante,  não tenho o hábito de usar saias/vestidos longos, mas é sem dúvida algo em que vou apostar mais! Acho que como é uma peça muito colorida, fica muito bem com uma peça superior maos soft, branca,  para balancear, não acham? 

Ah,  e a saia vem com bolsos (que eu sempre demoro uma vida para achar, de tão discretas que são ahah), algo que eu adoro porque dá sempre jeito. 


O tecido é um pouco "grosso" pelo que não recomendo que usem em dias super quentes,  porque as vossas pernas vão derreter!  Mas em dias mais amenos ou friozinhos acho que é super na boa. 


A Sarah disponibilizou um cupão de 10% de desconto para quem fizer alguma aquisição na loja.  O código é SAND10. 

Instagram: @houseofsarah14

E um grande obrigada à Joana Ramos (@joanaframos) do blog Moon Is Not a Liar por ter tirado as fotografias!!

AGUARDEM porque teremos um segundo post com outros dois artigos da loja!  Para breve! 

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Já  conheciam a House of Sarah? O que acharam? Gostaram da saia,  outfit, fotos? xx
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